Montador de capacete branco e cinturão de segurança soldando a ligação de uma viga metálica inclinada sobre pilar, com faíscas caindo
Estrutura metálica · Instalação em campo

Montagem de estruturas metálicas em Vitória ES

Instalação de galpão, mezanino, cobertura e quadra na obra — com base conferida, içamento planejado, aperto controlado, prumo registrado, trabalho em altura conforme NR-35 e ART registrada no CREA-ES.

Montagem de estrutura de edificação, feita na obra

Esta página trata da montagem de estrutura metálica de edificação — galpão, mezanino, cobertura e quadra —, ou seja, da etapa em que as peças chegam da fábrica e são instaladas no canteiro. Montagem de equipamento, pipe rack e base mecânica dentro de planta industrial é outro serviço, descrito em montagem industrial. A etapa anterior, de corte, solda e pintura em oficina, está em fabricação de estruturas metálicas, e a visão geral do que fazemos no tema — do projeto à obra pronta — está em estruturas metálicas em Vitória ES.

Na montagem, um erro pequeno de campo vira problema grande de obra: chumbador fora de posição, pilar fora de prumo, parafuso só encostado, pórtico em pé sem travamento no fim do dia. Trabalhamos com plano de montagem escrito, conferência antes do içamento e registro do que foi feito. Atendemos obras em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Viana e no restante da Grande Vitória.

Quando a Axial também fez o projeto e a fabricação, a montagem já parte de peças conferidas e de uma sequência pensada desde o detalhamento. Quando a estrutura vem de outro fornecedor, montamos do mesmo jeito, mas a conferência de recebimento pesa mais.

Antes da primeira peça: base, chumbadores e graute

A estrutura é tão boa quanto a base em que ela assenta. Antes de mobilizar guindaste, conferimos a fundação executada contra o projeto, porque corrigir chumbador depois do pilar montado custa várias vezes mais do que corrigir antes.

Locação dos chumbadores

Conferência dos eixos da obra, da distância entre chumbadores de um mesmo pilar e entre pilares, da projeção da rosca acima do concreto e do estado da rosca. O ideal é que o gabarito de chumbadores seja conferido antes da concretagem; na montagem, confere-se de novo. Desvio fora do que a furação da placa de base admite é levado ao projetista — a solução depende da ligação e não se improvisa com maçarico.

Nível de apoio e calços

Topo de fundação levantado com nível topográfico, para definir a altura de calço ou de porca de nivelamento sob cada placa de base. É esse ajuste que garante que as vigas de cobertura cheguem ao mesmo plano e que as terças assentem sem forçar.

Grauteamento

Depois de o pilar estar aprumado e travado, o espaço entre placa de base e concreto é preenchido com graute não retrátil, com fôrma e sem vazios. Graute feito antes do prumo final, ou mal adensado, deixa a placa apoiada em pontos — e a carga passa a ir para o chumbador de um jeito que o projeto não previu.

Grua de torre içando um fardo de perfis metálicos preso a um balancim, suspenso por lingas de corrente

Plano de montagem, sequência e içamento

O plano de montagem define em que ordem as peças sobem, onde cada uma fica armazenada no canteiro, por onde o equipamento de içamento circula e como a estrutura se mantém estável em cada fase. Numa estrutura metálica, a ordem importa: primeiro se fecha um vão contraventado, que funciona como referência rígida, e só então os demais pórticos são montados apoiando-se nele.

Plano de rigging

Para cada içamento relevante o plano registra o peso da peça com acessórios, o centro de gravidade, os pontos de pega, o raio e a altura de operação, a capacidade do equipamento nessas condições pela tabela de carga do fabricante, os acessórios usados (cintas, lingas, manilhas, balancim) e a área a ser isolada. Içamento com dois equipamentos ou perto de rede elétrica tem análise própria.

Guindaste ou munck

Munck atende bem peças leves, terças e fardos de telha em obra de acesso fácil. Tesouras de vão grande, pilares altos e lançamentos a raio longo costumam exigir guindaste. Em qualquer caso, o terreno sob as patolas precisa suportar a carga — aterro recente e borda de vala são causas conhecidas de tombamento. A escolha do equipamento sai do plano, não do que estiver disponível no dia.

Recebimento e armazenamento das peças

As peças chegam marcadas conforme o projeto de montagem. Conferimos a marcação, a furação e o estado da pintura, e armazenamos sobre calços, fora do contato com o solo e na ordem em que serão içadas. Peça empilhada fora de ordem é peça movida duas vezes. Se o aço ainda precisa ser comprado, veja fornecimento de aço estrutural.

Estabilização, ligações e prumo

Estabilização provisória e contraventamento

Pilar recém-içado é só uma peça em pé sobre quatro parafusos. Até que as vigas, as terças e o contraventamento definitivo estejam instalados, a estabilidade depende de escoras, cabos com esticador ou travamento provisório previsto no plano. O equipamento de içamento só solta a peça depois que ela está travada. A regra da equipe é simples: no fim do dia não fica peça solta nem vão sem travamento.

Ligações parafusadas e aperto

Parafuso estrutural (ASTM A325, por exemplo, ou o que o projeto especificar) com porca e arruela corretas, instalado primeiro com pré-aperto e depois com aperto final pelo método definido no projeto e na ABNT NBR 8800 — giro da porca, torquímetro aferido ou indicador direto de tração. Ligação de atrito exige superfície de contato preparada conforme especificação. O aperto final é feito depois do alinhamento, nunca antes, e fica registrado por ligação.

Soldas de campo

Solda de campo só onde o projeto prevê, executada por soldador qualificado e com procedimento definido — referência usual é a AWS D1.1. Soldar em altura, com vento e umidade, pede proteção do arco e cuidado com o eletrodo. As soldas de campo passam por inspeção visual e, nas juntas indicadas pelo projeto, por ensaios não destrutivos como líquido penetrante ou partículas magnéticas.

Prumo, alinhamento e nivelamento

Prumo de pilares, alinhamento de eixos e cota das vigas conferidos com instrumento — estação total, nível ou prumo a laser — e comparados com as tolerâncias de montagem do projeto e da norma. As leituras ficam registradas antes do aperto final e do grauteamento. Pilar fora de prumo aparece depois como telha que não fecha, calha com caimento errado e porta de enrolar que trava.

Terças, telhas, fechamentos e retoque de pintura

Com a estrutura principal aprumada e travada, entram as terças, as correntes e os tirantes de terça, que dão estabilidade lateral às peças de chapa fina. Em seguida vêm a cobertura — telha trapezoidal, termoacústica ou zipada, conforme o projeto —, os fechamentos laterais, rufos, calhas e condutores. Fixação no número e na posição especificados pelo fabricante da telha: é ela que segura a cobertura contra a sucção do vento calculada pela ABNT NBR 6123.

Estrutura de quadra ou de área coberta com vão livre maior tem particularidades de içamento de treliça e de fechamento; veja cobertura metálica para quadra. Para a obra de galpão como um todo, do terreno à entrega, veja galpão metálico.

A última etapa da estrutura é o retoque de pintura: toda área riscada no transporte ou no içamento, cabeças de parafuso, soldas de campo e pontos de contato de cinta recebem limpeza e o mesmo sistema de pintura aplicado na fábrica. No litoral do Espírito Santo, com atmosfera salina, retoque deixado para depois vira foco de corrosão — é o tipo de caso que depois chega como patologia e corrosão estrutural.

Segurança na montagem: NR-18 e NR-35

Montagem de estrutura metálica é trabalho em altura quase o tempo todo, com carga suspensa e circulação de equipamento pesado. A frente de trabalho segue a NR-18 (condições de trabalho na indústria da construção) e a NR-35 (trabalho em altura), com análise de risco e permissão de trabalho quando aplicável.

  • Acesso: plataforma de trabalho aérea (PTA), andaime ou cesto acoplado conforme o caso — escalar pilar não é método de acesso;
  • Proteção contra queda: cinturão tipo paraquedista com talabarte duplo, ancoragem definida antes de subir e linha de vida instalada ao longo das vigas;
  • Içamento: área isolada, sinaleiro/amarrador designado, ninguém sob carga suspensa e cabo-guia para orientar a peça;
  • Solda e corte: proteção contra queda de fagulha, extintor próximo e isolamento da área abaixo;
  • Vento e chuva: critério de parada definido no plano, porque peça de grande área vira vela durante o içamento;
  • Equipe: montadores e operadores com treinamento válido para a atividade.

Entrega: as-built, registros e ART

A montagem só termina quando está documentada. Entregamos o as-built com as alterações feitas em campo, os registros de prumo, nivelamento e aperto das ligações, o relatório de inspeção das soldas de campo e o registro do retoque de pintura, além da ART de execução registrada no CREA-ES. Esse pacote é o que o proprietário vai precisar para ampliar o galpão, instalar uma ponte rolante ou responder a uma vistoria. Quando o que se quer é um documento técnico sobre uma estrutura já existente, o caminho é um laudo técnico com ART.

Se a obra ainda não tem projeto, a montagem começa lá atrás, no projeto estrutural. E se a ideia é contratar tudo em um só lugar — projeto, aço, fabricação, montagem e acabamento —, veja obra em estrutura metálica completa.

Perguntas frequentes sobre montagem de estrutura metálica

Vocês montam estrutura fabricada por outra empresa?

Sim, desde que venha acompanhada do projeto de fabricação e montagem, da lista de peças com marcação e dos parafusos especificados. Antes de mobilizar a equipe conferimos por amostragem as peças recebidas — furação, comprimento, esquadro e marcação — e a base executada. Divergência encontrada nessa etapa é resolvida com o fabricante antes do içamento, não com maçarico em cima da viga.

Quando é preciso guindaste e quando o munck resolve?

Depende do peso da peça, do raio de operação e da altura de lançamento, lidos na tabela de carga do equipamento — não da capacidade nominal anunciada. Munck costuma atender peças leves, terças e fardos de telha em galpão de pequeno porte com bom acesso. Tesoura de vão grande, pilar alto ou içamento a raio longo normalmente pedem guindaste. A escolha sai do plano de rigging, que considera também o terreno onde o equipamento vai patolar.

A estrutura pode ficar montada sem as telhas por um tempo?

Pode, desde que o contraventamento definitivo esteja instalado e as ligações estejam com o aperto final. O risco está na fase intermediária: pórtico em pé, apoiado só em escora provisória ou em parafuso sem aperto, sujeito a vento. Por isso a sequência de montagem fecha primeiro um vão travado e só depois avança, e a obra não é deixada no fim do dia com peça solta.

O que acontece se o chumbador estiver fora de posição?

Depende do desvio e do tipo de ligação. Em alguns casos resolve-se com furo oblongo e arruela de chapa grossa, desde que o projetista confirme; em outros é preciso chumbador químico novo ou reforço da base. O que não se faz é abrir o furo da placa de base a maçarico e seguir montando. Por isso a locação dos chumbadores é conferida antes da concretagem e de novo antes do içamento.

A montagem sai com ART?

Sim. A montagem é executada sob responsabilidade de engenheiro habilitado, com ART de execução registrada no CREA-ES. Na entrega vão o as-built com as alterações feitas em campo, os registros de prumo, nivelamento e aperto, o relatório de inspeção das soldas de campo e o registro do retoque de pintura.

Montagem de estrutura metálica na Grande Vitória

Montagem de galpão, mezanino, cobertura e quadra em obras da região:

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Referências técnicas

Normas e certificações que sustentam cada laudo

Inspeção, ensaio e projeto conduzidos sob códigos reconhecidos no Brasil e no exterior, por profissionais qualificados nos organismos de certificação da área.

  • Inmetro Instrumentos de medição com calibração rastreável à Rede Brasileira de Calibração.
  • ASME Código ASME Seção VIII no cálculo e na avaliação de vasos de pressão e caldeiras.
  • ABNT Normas NBR aplicáveis a cada laudo técnico, ensaio e projeto estrutural.
  • Abendi Ensaios não destrutivos executados por profissional qualificado pelo SNQC.
  • CMSE Certified Machinery Safety Expert aplicado à adequação de máquinas à NR-12.

Logotipos exibidos como referência às normas, códigos e qualificações aplicados nos serviços.

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