Cobertura com treliças metálicas vermelhas e tirantes vistas de baixo
Guia de quem monta estrutura metálica

Tipos de treliça, perfil metálico e aço estrutural — o que usamos e por quê

Somos especialistas em montagem de estrutura metálica e trabalhamos todo dia com estes elementos. Aqui estão as treliças, os perfis e os aços mais usados, com diagramas interativos e uma calculadora de peso de perfil.

Treliças Perfis Aços Ligações
7.850 kg/m³Densidade do aço
345 MPaEscoamento A572 Gr. 50
NBR 8800Laminados e soldados
NBR 14762Formados a frio
Por que este guia existe

Quem monta precisa entender cada peça que ergue

Resposta rápida

Uma estrutura metálica é feita de perfis (W, HP, U, cantoneira, U enrijecido, Z e tubos) de aço estrutural (em geral ASTM A572 Gr. 50, A36, A500 ou ZAR), unidos por parafusos e solda. Coberturas e grandes vãos usam treliças — Pratt, Howe, Warren, Fink, em arco ou espaciais — que vencem o vão com barras tracionadas e comprimidas em triângulos.

A Axial Engenharia é especialista em montagem de estrutura metálica em Vitória e na Grande Vitória. Conhecer o perfil, o aço e a ligação de cada peça é o que permite conferir o que chegou do fabricante, planejar o içamento e apertar cada parafuso do jeito certo.

Engenheiro responsável ART em toda montagem Grande Vitória — ES
Fardos de perfis U galvanizados e perfis azuis empilhados em pátio
Galeria

Treliças e perfis na obra

Cobertura com treliças metálicas vermelhas e contraventamento em cabos
Treliças de cobertura com contraventamento no plano do telhado.
Treliças metálicas de banzos paralelos de galpão vistas contra o céu azul
Treliças de banzos paralelos em galpão.
Barras de treliça metálica cruzadas em várias direções contra o céu
Barras de treliça em cobertura de grande vão.
Vigas metálicas de perfil I cruzadas vistas de baixo
Vigas de perfil I laminado.
Pilares metálicos vermelhos em série de galpão em montagem
Pilares de pórtico alinhados.
Micrômetro medindo a espessura da mesa de um perfil metálico
Conferência de espessura no recebimento.
Treliças

Tipos de treliça metálica

Toque em cada tipo. Em laranja, as barras internas (diagonais e montantes); em azul-escuro, os banzos.

Treliça Pratt

Montantes verticais e diagonais inclinadas em direção ao centro do vão. Sob carga de gravidade, as diagonais trabalham tracionadas e os montantes comprimidos — como os montantes são curtos, a flambagem é controlada. Por isso é a treliça de banzos paralelos mais usada em aço.

Uso típico
Vigas treliçadas, galpão, passarela
Vão usual
15 a 40 m
Altura
≈ vão/10 a vão/15

Treliça Howe

Espelho da Pratt: as diagonais apontam para os apoios. Sob gravidade, as diagonais ficam comprimidas e os montantes tracionados. Nasceu para madeira, que trabalha bem à compressão; em aço aparece quando a carga predominante é de sucção de vento, que inverte os esforços.

Uso típico
Coberturas com sucção de vento dominante
Diagonais
Comprimidas sob gravidade
Ponto de atenção
Flambagem das diagonais

Treliça Warren

Só diagonais, em zigue-zague, formando triângulos. As diagonais alternam tração e compressão. Tem menos barras e menos nós, o que simplifica a fabricação e a montagem; montantes podem ser acrescentados quando o banzo precisa de apoio intermediário.

Uso típico
Vigas treliçadas, pontes rolantes, passarelas
Vantagem
Menos barras e nós
Variação
Warren com montantes

Tesoura Fink

A treliça triangular das coberturas em duas águas, com as barras internas em forma de W. Divide o banzo superior em trechos curtos, o que evita flambagem sem perfis pesados. É a “tesoura” clássica de casa, sobrado e galpão pequeno.

Uso típico
Telhado duas águas
Vão usual
6 a 20 m
Perfis
Cantoneira, Ue ou tubo

Arco treliçado

Dois banzos curvos ligados por diagonais. O arco leva a carga aos apoios principalmente por compressão, vencendo vãos grandes com pouco material — mas empurra os apoios para fora, e esse empuxo precisa de tirante ou fundação preparada.

Uso típico
Quadra, ginásio, hangar
Vão usual
20 a 50 m
Atenção
Empuxo horizontal nos apoios

Montamos arcos treliçados em cobertura metálica para quadra.

MALHA SUPERIOR + INFERIOR

Treliça espacial

Duas malhas de barras (superior e inferior) ligadas por diagonais em pirâmide, normalmente tubos unidos em nós. Distribui a carga nas duas direções e cobre grandes áreas com apoio em poucos pilares — é a cobertura típica de posto de combustível e pavilhão.

Uso típico
Posto, pavilhão, marquise
Vão usual
20 a 60 m
Montagem
No chão e içada, ou por módulos
Perfis

Tipos de perfil metálico estrutural

Laminados (saem prontos da usina) e formados a frio (dobrados a partir de chapa). Toque para ver a seção e onde cada um entra.

WHP

Perfil W e HP (laminado de abas paralelas)

O “I” moderno. O W é mais alto que largo e trabalha como viga; o HP tem abas largas, quase quadrado, e trabalha como pilar e estaca. O nome traz altura e peso: W 250 × 32,7 tem cerca de 250 mm de altura e pesa 32,7 kg/m.

Aço usual
ASTM A572 Gr. 50
Norma de cálculo
ABNT NBR 8800
Onde entra
Vigas, pilares, pórticos

Perfil U laminado

Seção em U com paredes grossas. Aparece em vigas secundárias curtas, banzos de escada, travessas e reforços. Por não ser simétrico, pode torcer se a carga não passar pelo lugar certo — detalhe que o projeto resolve com a ligação.

Aço usual
ASTM A36
Designação
Em polegadas (U 4", U 6"…)
Onde entra
Escada, travessa, reforço

Cantoneira (perfil L)

Duas abas em ângulo reto, iguais ou desiguais. É a peça faz-tudo: barra de treliça, contraventamento, ligação entre viga e pilar, apoio de fôrma e arremate. Em treliça costuma ir em dupla, costas com costas.

Aço usual
ASTM A36
Exemplo
L 50 × 5 ≈ 3,7 kg/m
Onde entra
Treliça, contraventamento, ligação

U enrijecido (Ue) — formado a frio

Chapa fina dobrada em U com pequenas abas de enrijecimento nas pontas, que impedem a borda de ondular. Leve e barato, é o perfil das terças, tesouras leves e estruturas de cobertura, em geral galvanizado.

Aço usual
ZAR 230 ou ZAR 345
Norma de cálculo
ABNT NBR 14762
Exemplo
Ue 150 × 60 × 20 × 2,0

Perfil Z — formado a frio

Abas para lados opostos. Dois Z se encaixam e podem ser sobrepostos nos apoios, criando terças contínuas que vencem vãos maiores entre pórticos. Muito usado em galpão com terças longas.

Aço usual
ZAR galvanizado
Vantagem
Continuidade por sobreposição
Onde entra
Terças e travessas de fechamento

Tubos: quadrado, retangular e redondo

Seção fechada, que resiste bem à torção e à flambagem nas duas direções. Ótimo como pilar esbelto, barra de treliça e estrutura aparente — tem menos cantos para acumular sujeira e é fácil de pintar.

Aço usual
ASTM A500 Gr. B
Exemplo
Tubo 100 × 100 × 3,0
Onde entra
Pilar, treliça espacial, escada
Calculadora

Calculadora de peso de perfil metálico

Escolha o perfil, informe as medidas, o comprimento e a quantidade. O peso sai da área da seção × 7.850 kg/m³.

Perfil e medidas

Perfis W/HP pelo peso nominal; demais pela geometria (cantos vivos, resultado aproximado).

Resultado

Perfil
W200×26,6
Peso por metro
26,60 kg/m
Peso de cada peça
159,6 kg
Em toneladas
1,596 t
Peso total
1.596,0 kg

Tubos, Ue e cantoneiras calculados com cantos vivos: tabelas de fabricante, que consideram o raio de dobra, costumam dar alguns por cento a menos. Para compra, use o catálogo do fornecedor; para planejar içamento e frete, este número basta.

Orçar a montagem
Aços estruturais

Tipos de aço usados em estrutura metálica

Resistência mínima de escoamento (fy) e de ruptura (fu) conforme a especificação de cada aço.

AçoTipofy mín.fu mín.Onde aparece
ASTM A572 Gr. 50Alta resistência e baixa liga345 MPa450 MPaPerfis W e HP de vigas e pilares
ASTM A36Aço-carbono estrutural250 MPa400 MPaChapas, cantoneiras, perfis U, chumbadores
ASTM A588Patinável (resistente à corrosão atmosférica)345 MPa485 MPaEstrutura aparente longe do mar
ASTM A500 Gr. BTubo formado a frio317 MPa*400 MPaPilares tubulares, treliças, escadas
ZAR 230 / ZAR 345Chapa zincada para formados a frio230 / 345 MPa310 / 430 MPaTerças Ue e Z, steel deck, telhas
ASTM F3125 Gr. A325Parafuso estrutural de alta resistência—825 MPaLigações parafusadas principais

* Tubos quadrados e retangulares; tubos redondos A500 Gr. B têm fy mínimo de 290 MPa. Valores mínimos de especificação; o que vale na obra é o certificado de qualidade da usina, que conferimos no recebimento.

Por que A572 e não A36 na viga?

Com 38% a mais de escoamento, a viga de A572 Gr. 50 pode ser mais leve para a mesma carga. Por isso virou o padrão dos perfis laminados W no Brasil.

Aço patinável na orla?

Sem pintura, não: a pátina não se estabiliza com maresia constante. Na Grande Vitória, junto ao mar, vale galvanização ou pintura para ambiente marinho.

Galvanizado ou pintado?

Galvanização a fogo protege por dentro e por fora e dura mais sem manutenção; pintura permite cor e retoque fácil. Muitas obras combinam as duas.

Ligações e proteção

Como as peças se unem — e como resistem ao tempo

Ligações

LigaçãoComo éNa montagem
ParafusadaChapas e cantoneiras furadas, parafusos de alta resistênciaRápida, sem faísca; pré-aperto e aperto final pela NBR 8800
SoldadaSolda de filete ou penetração, de preferência em fábricaEm campo só onde o projeto prevê, com soldador qualificado e inspeção
Base de pilarPlaca de base, chumbadores e grauteChumbador conferido antes; graute depois do prumo

Proteção contra corrosão

SistemaIndicado para
Galvanização a fogo (NBR 6323)Orla, área externa, peça difícil de repintar
Primer epóxi + acabamento PUAmbiente marinho e industrial, com cor definida
Primer + esmalte alquídicoAmbiente interno e seco
Galvanizado + pintura (duplex)Maior durabilidade em ambiente agressivo

Em qualquer sistema, o ponto fraco é o que se danifica na montagem: riscos de lingada, cabeças de parafuso e soldas de campo. Por isso o retoque no mesmo sistema faz parte do nosso escopo — sem ele, a corrosão começa exatamente ali.

Na prática

Onde montamos cada um desses elementos

Laje metálica

Vigas W, steel deck ZAR e conectores. Ver laje

Sobrado

Pilares HP ou tubo, vigas W, tesoura Fink. Ver sobrado

Mezanino

Vigas W ou U, chapa xadrez ou painel. Ver mezanino

Galpão

Pórticos, treliça Pratt, terças Z. Ver galpão

Dúvidas

Perguntas frequentes sobre treliças, perfis e aços

Qual a diferença entre treliça Pratt e Howe?

As duas têm montantes verticais e diagonais, mas as diagonais apontam para lados opostos. Na Pratt, sob carga de gravidade, as diagonais ficam tracionadas e os montantes comprimidos; na Howe acontece o contrário. Como peça comprimida precisa ser mais robusta para não flambar, a Pratt costuma ser mais econômica em aço.

Qual aço é mais usado em estrutura metálica no Brasil?

Nos perfis laminados W e HP de vigas e pilares, o ASTM A572 Grau 50, com escoamento de 345 MPa. O ASTM A36, de 250 MPa, aparece em chapas, cantoneiras e perfis U. Tubos estruturais seguem a ASTM A500 e perfis formados a frio galvanizados usam aço ZAR.

Como calcular o peso de um perfil metálico?

Multiplique a área da seção transversal pela densidade do aço, 7.850 kg/m³: cada 100 mm² de seção pesam cerca de 0,785 kg por metro. Nos perfis W o peso já vem no nome — um W200×26,6 pesa 26,6 kg/m. Depois é só multiplicar pelo comprimento e pela quantidade.

Qual a diferença entre perfil laminado e formado a frio?

O laminado (W, HP, U e cantoneira) sai da usina com a forma final, tem paredes grossas e é usado em vigas e pilares principais, seguindo a ABNT NBR 8800. O formado a frio (U enrijecido, Z, tubos) é dobrado a partir de chapa fina, é mais leve e aparece em terças, tesouras e estruturas leves, seguindo a ABNT NBR 14762.

Qual perfil usar em terça de galpão?

O mais comum é o U enrijecido (Ue) ou o perfil Z galvanizado, formados a frio. O Z permite sobrepor terças nos apoios e dar continuidade, o que ajuda em vãos maiores. A seção e a espessura saem do cálculo com o vão entre pórticos e a carga de vento.

Aço patinável serve em obra perto do mar?

Sem pintura, não é recomendado. A pátina protetora do aço patinável depende de ciclos de molhagem e secagem com pouco cloreto; na orla, com maresia constante, ela não se estabiliza. Em obra litorânea a proteção usual é galvanização a fogo ou pintura para ambiente marinho.

Tem uma estrutura metálica para montar?

Especialistas em montagem na Grande Vitória. Mande o projeto e o endereço — retornamos no mesmo dia útil.

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Referências técnicas

Normas e certificações que sustentam cada laudo

Inspeção, ensaio e projeto conduzidos sob códigos reconhecidos no Brasil e no exterior, por profissionais qualificados nos organismos de certificação da área.

  • Inmetro Instrumentos de medição com calibração rastreável à Rede Brasileira de Calibração.
  • ASME Código ASME Seção VIII no cálculo e na avaliação de vasos de pressão e caldeiras.
  • ABNT Normas NBR aplicáveis a cada laudo técnico, ensaio e projeto estrutural.
  • Abendi Ensaios não destrutivos executados por profissional qualificado pelo SNQC.
  • CMSE Certified Machinery Safety Expert aplicado à adequação de máquinas à NR-12.

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